LUIZ GUSHIKEN – Nosso grande samurai

“Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis”

Bertold Brecht

Gushiken era em 1979 vice-presidente do Sindicato dos Bancários de SP. Uma cambada de jovens, enfrentavámos de peitos abertos os militares e os banqueiros, financiadores de vários anos de ditadura no Brasil.

Fui o primeiro a apoiar o Gushiken para presidente do Sindicato. Acordo que foi honrado futuramente. Fiz isso pela minha admiracão a esse companheiro que muito me ensinou e me encantava com seus discursos que confrontavam a ditadura, quando muitos tinham mêdo até de falar em democracia.

Com aquele vozeirão e aquela eloqüência toda, ele dizia nas assembléias e nas ruas: Vamos contruir o Partido Operário!!! Abaixo a ditadura!!!

Discursos que aterrorizavam até as mais altas patentes.

Certa vez Gushiken foi à China, foi conhecer a Grande Muralha. Quando voltou, me encontrei com ele não me lembro onde, ele olhou para mim e disse que alguns chineses da moda antiga, quando olhavam para ele faziam reverências (saudacão respeitosa com inclinacão do busto para frente). Ele usava um cavanhaque e antigamente quem usava cavanhaque na China eram os sábios.

Hoje eu faco reverências à esse companheiro que com sua sabedoria ajudou a construir o PT- Partido dos Trabalhadores, a CUT – Central Única dos Trabalhadores e ajudou a eleger o Lula presidente do Brasil.

Que Joaquim que nada, eu sou mais é LUIZ GUSHIKEN. Obrigado companheiro.

 

Gushiken, a mídia e a justiça: uma parábola do país que temos Paulo Nogueira

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/gushiken-a-midia-e-a-justica-uma-parabola-do-pais-que-temos/

Gushiken foi arrolado entre os 40 incriminados do Mensalão. O número, sabe-se hoje, foi cuidadosamente montado para que se pudesse fazer alusões a Ali Babá e os 40 ladrões.

Gushiken foi submetido a todas as acusações possíveis, e os que o conhecem dizem o quanto isso contribuiu para o câncer que o está matando.

Mas logo se comprovou que não havia nada que pudesse comprometê-lo, por mais que desejassem. Ainda assim, Gushiken só foi declarado inocente formalmente pelo STF depois de muito tempo, bem mais que o justo e o necessário, segundo especialistas.

Num site da comunidade japonesa, li um artigo de um jornalista que dizia, como um samurai, que Gushiken enfim tivera sua “dignidade devolvida”.

 

esse “danado” do Gushi não deixa ninguém ficar triste. Impressionante sua postura neste momento. Quer dizer, mais do que nunca esta sendo simplesmente ele. Esta sendo o que sempre foi: corajoso, ético, digno. Relembramos histórias, “falamos mal” de muita gente (kkkkk) e discutimos o presente como em todo e qualquer encontro ao longo desses mais de 35 anos. Não tem diferença hoje, ou há 6 meses, ou há 10 anos… A conversa é do mesmo jeito. Aí, a gente deixa o quarto e … chora! Chora muito porque vamos perder essa jóia rara. Esse parceiro único.  (Tita Dias)

Década de 80, primeira diretoria, quando foi retomado o Sindicato dos Bancários de SP.

Recebo agora a notícia: ele está partindo, e numa paz maravilhosa. Alguém muito querido, que merece todas as homenagens da gente de bem. Ele lutou pelo que acreditava, ele sempre foi correto, ele também acreditava naquilo que a gente não consegue ver apenas com os olhos, como eu acredito. Dói saber que está partindo. Mas que está na grande paz, é como teria de ser. Um beijo para Luiz Gushiken.                                     (Elizabeth Lorenzotti)

Gushiken com Luiz Azevedo

 

 

Força companheiro!!!

 

 

 

 

 

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