Estudantes hoje, professores amanhã

Alguns manifestantes perderam o caminho de volta. Uns nem querem mais voltar para casa, encostaram-se nos prédios públicos e esperam…

- “Só vou sair daqui quando nossas reinvindicacões forem atendidas!!!”, gritava um. Tinha umas 5 mil pessoas na rua e pelo menos umas 500 reinvindicacões. Esse vai virar morador de rua.

- “Só vou sair daqui quando acabar a corrupcão nesse país!!!”, gritava outro. Bem, esse vai entrar na vida eterna gritando contra a corrupcão, porque não há país nenhum no mundo que não tenha seus corruptos.

Ele poderia gritar:

- pela criacão de mecânismos para se combater a corrupcão,

- para que seja considerado crime hediondo (como propôs a Dilma),

- para acabar com o sigilo bancário e fiscal de todos funcionários públicos, presidente,

ministros, senadores, deputados, juizes,

- pela criacão de uma comissão independente que investigue denúncias de corrupcão,

- e etc. e etc.

Mas eu sei que é dificil para estudantes que pedem educacão de qualidade pensarem nisso, por isso eles resumem tudo no “contra a corrupcão”. Igual à maioria dos brasileiros que não sabem conjugacão de verbos e falam tudo com “a gente”.

O Arnaldo Jabor bo disse que esses manifestantes são da classe média e não precisam de 20 centavos, depois ele mudou o discurso porque achou que essas passeatas poderiam abalar o govêrno Dilma. https://www.facebook.com/photo.php?v=542998312427643 No comeco ele tinha razão. Eram mesmo classe média e eu não vi quase nenhum “perifa” nas ruas, as manifestacões eram o retrato em branco e preto das nossas universidades (mais branco que preto).

Bem, mas nesse quesito o carnaval da Bahia ganha de longe: Os de abadás que desfilam, são em sua grande maioria brancos, e atrás dos cordões de isolamento ficam os negros assistindo o desfile.

Nos estádios, na Copa das Confederacões, era um barato! Tentei contar os negros que assistiam os jogos e era fácil, fácil…1…2…3…4…

Fiquei com dó do Ronaldo, coitado, falou a verdade e se ferrou. É claro que não se faz Copa com hospitais, mas inverteram tanto o que ele falou que parece que o rapaz é contra saúde, educacão, transporte público de qualidade, etc.

Inegavelmente fizeram bonito, mas ninguém sabe como continuar. Maioria fica vendo Facebook e esperando: “Me chama que eu vou…prá rua”.

Fiquei contente porque isso abriu caminhos. Já vi periferia protestando. Espero que quando os professores fizerem greve e sairem às ruas, ninguém fale que eles estão atrapalhando o trânsito e dêem apoio, porque para se ter educacão de qualidade, antes de tudo é preciso que os professores ganhem bem.

 

 

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